Começamos por destacar "O Lobo de Wall Street", o novo filme de Martin Scorsese, escrito por Terence Winters e protagonizado por Leonardo DiCaprio. Eu próprio escrevi-lhe uma crítica, e como tal vou publicitá-la. Eis um excerto da mesma: «“The Wolf of Wall Street” acaba assim por nos conceder três horas de momentos memoráveis que nunca se chegam a tornar entediantes, que tanto podem ser emotivos como frenéticos ou hilariantes, dando-nos a conhecer uma história de loucos que tem ainda o mérito de nos apresentar de uma forma invulgar um meio que não estamos habituados a ver no grande ecrã. Não é uma das melhores obras do portfólio de Martin Scorsese, é certo, e duvida-se que ganhe mais do que um ou dois óscares, (se tanto), mas não deve ser descartada – deve ser considerada, ao invés, como mais um excelente trabalho de um dos melhores realizadores norte-americanos da actualidade, que continua a ser capaz de nos divertir e fascinar em igual medida.»
"The Wolf of Wall Street" é realizado por Martin Scorsese ("Hugo"), através do argumento de Terence Winter ("Boardwalk Empire"). O filme conta no elenco com Kyle Chandler ("Super 8"), Leonardo DiCaprio ("Django Unchained"), Jonah Hill ("Moneyball"), Jean Dujardin ("The Artist"), Cristin Milioti ("Once"), Margot Robbie ("Pan Am"), Jon Bernthal ("L.A. Noir"), Rob Reiner ("All in the Family"), Kenneth Choi (remake de "Red Dawn"), P.J. Byrne ("Horrible Bosses"), Jon Favreau ("Iron Man"), Jake Hoffman ("Barney's Version") e Matthew McConaughey ("Magic Mike").
O filme é inspirado no livro de memórias da autoria de Jordan Belfort, um indivíduo que manipulou o mercado O livro foi lançado em Portugal pela Editorial Presença com o título "O Lobo de Wall Street" e tem a seguinte sinopse (site da Bertrand): "Esta é a autobiografia de Jordan Belfort, o então jovem corretor de Wall Street que nos anos 90 se sobrepôs à lógica da economia, manipulou o mercado bolsista e ganhou uma fortuna incalculável. Uma história verídica e fulgurante, escrita num registo confessional a que não é alheio um apurado sentido de humor, onde Belford relata ao pormenor a sua ascensão prodigiosa e queda inevitável. Chamavam-lhe «O Lobo de Wall Street», e a própria máfia colocou operacionais na sua empresa para aprenderem com os seus métodos. Uma leitura actual e aliciante que nos dá a conhecer os meandros do universo da bolsa nova-iorquina".
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Quanto a "Lovelace - A Lenda", a crítica ficou a cargo do Aníbal, e eis a conclusão da mesma: «Esta procura quase em fazer uma apologia de Linda Lovelace e "dourar a pílula" no que diz respeito a alguns momentos da sua vida é algo que por vezes chega a ser incómodo, parecendo existir medo em problematizar a vida de Lovelace, em apimentar um tema quente que aparece retratado de forma suave, sobretudo tendo em conta todas as problemáticas que envolveram a protagonista na vida real. Veja-se a própria situação das filmagens de "Deep Throat", apresentadas como se fosse uma brincadeira, quando na vida real Linda Lovelace afirmou que o público estava a ver uma violação. Se isso aconteceu ou não é algo que não sabemos, mas não deixa de ser curioso esta procura inicial de dar um certo glamour à indústria pornográfica dos anos 70 e ao fenómeno que foi "Deep Throat" a nível do público e dos media, para só depois partir para o lado negro da vida da protagonista, nomeadamente a sua relação com Chuck Traynor, parecendo muitas das vezes que estamos perante dois filmes diferentes. "Lovelace" deixa-nos perante mais um filme biográfico que nunca consegue estar à altura da riqueza e complexidade da figura que retrata, perdendo-se nas suas ambições de retratar um período relativamente alargado da vida de Lovelace, mas ficando-se apenas pelo superficial, tendo em Amanda Seyfried uma actriz que assume o papel com mestria, embora o seu esforço não seja acompanhado por Rob Epstein e Jeffrey Friedman.»
O enredo de "Lovelace" tem como fonte o livro "The Complete Linda Lovelace", de Eric Danville, cuja história é contada através da perspectiva de três jornalistas que entrevistaram Lovelace durante vários estágios de sua vida. Depois de deixar a indústria pornográfica, Linda acusou Traynor de tê-la coagido, agredido, hipnotizado, e obrigado a protagonizar este tipo de filmes, entre os quais a Garganta Profunda.
O filme é realizado por Rob Epstein e Jeffrey Friedman ("Howl"), através do guião de W. Merritt Johnson. "Lovelace" conta no elenco com Juno Temple ("The Three Musketeers"), Wes Bentley ("American Beauty"), Sharon Stone ("Bobby"), Amanda Seyfried ("In Time") e Peter Sarsgaard ("Jarhead"), Hank Azaria ("The Simpsons"), Wes Bentley ("Gone"), Robert Patrick ("Walk the Line"), James Franco ("127 Hours"), Adam Brody ("The O.C."), Eric Roberts ("Heroes"), Chloë Sevigny ("Brown Bunny").
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