Boa-tarde, caros leitores, e bem-vindos a mais um post das estreias da semana.
A partir de amanhã, dia 5 de Novembro, vão estrear seis novos filmes nas salas de cinema portuguesas, alguns deles merecedores de maior destaque da nossa parte, outros nem por isso, e todos de diferentes géneros e nacionalidades.
Passarei a debitar brevemente sobre cada um deles.
O filme que maior destaque merece da nossa parte é claramente "Interstellar", a nova e muito aguardada obra de Christopher Nolan, que o Aníbal já viu, apreciou deveras, e escreveu-lhe uma crítica que termina da seguinte forma: «O filme conta ainda com algum humor que resulta geralmente da interacção de TARS, um robô com um sarcasmo muito próprio, com o protagonista, para além de não faltarem os momentos inspiradores (veja-se quando é citado o poema “Do Not Go Gentle Into That Good Night” de Dylan Thomas) e emocionantes. Vale ainda a pena realçar o cuidado na elaboração dos cenários, visível na casa da família do protagonista, com o quarto da filha a ter um papel primordial no enredo, bem como um bom trabalho de sonoplastia e uma cinematografia capaz de acompanhar o escopo grandioso que Nolan procura incutir no filme. No final, um nó prende-se na garganta. O choro quase que surge. A razão cede à emoção, a ciência perde para aquilo que é desconhecido e impossível de qualificar, enquanto "Interstellar" quebra as barreiras da lógica para nos exibir que não existem limites para o amor de um pai pelos seus filhos e vice-versa, tal como não parecem existir barreiras para a resiliência humana e capacidade de luta perante as adversidades e o impossível. O centro do enredo acaba por estar no elo de ligação entre um pai e os seus filhos, sobretudo a sua filha, com "Interstellar" a arrebatar-nos emocionalmente para o interior daquela que é uma das grandes estreias nas salas de cinema portuguesas em 2014.»
O filme, como se referiu, foi realizado por Christopher Nolan ("The Dark Knight Rises") a partir de um argmuento de Jonathan Nolan.
"Interstellar" conta no elenco com John Lithgow ("Dexter"), Ellen Burstyn ("Requiem for a Dream"), Mackenzie Foy ("The Twilight Saga: Breaking Dawn – Part 2"), Timothee Chalamet ("Homeland"), Casey Affleck ("Ain't Them Bodies Saints"), Bill Irwin ("Rachel Getting Married"), Jessica Chastain ("Zero Dark Thirty"), Anne Hathaway ("The Dark Knigh Rises"), Matthew McConaughey ("Mud"), Michael Caine ("Now You See Me"), Topher Grace (o eterno Eric Forman de "That 70's Show"), Wes Bentley ("The Hunger Games") e David Oyelowo ("The Butler"), David Gyasi ("Cloud Atlas"), entre outros.
O argumento de "Interstellar" é inspirado nas teorias de Kip S. Thorne, um físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia (CalTech), que é especialista na Teoria da Relatividade. O enredo do filme deve acompanhar um grupo de exploradores espaciais, que acaba por ir parar a outra dimensão, através de um wormhole no espaço.
Outra estreia sobre a qual temos uma opinião positiva é "Orgulho", uma comédia com algum drama (ou vice-versa) proveniente da Grã-Bretanha. Eis parte da crítica que o Aníbal lhe escreveu: «Liberdades históricas à parte e um tom por vezes demasiado feel good, Matthew Warchus tem em "Pride" uma obra de que se pode orgulhar, devendo agradecer e muito ao argumentista Stephen Beresford. Muito do humor do filme resulta também dos contrastes entre os elementos homossexuais e os mineiros, com ambos a inicialmente chocarem e a gradualmente entenderem-se, ao mesmo tempo que vamos ficando perante pequenos elementos da cultura e sociedade deste período. Vale a pena realçar que este tom mais leve não impede o dramatismo e até alguns momentos mais tensos que vão desde as agressões a estes elementos por serem gays, passando pelos insultos e adjectivos como "pervertidos", para além das complicadas relações familiares que apresentam, e por vezes até entre si (veja-se a dificuldade de Steph em se integrar com as outras lésbicas). Marcado por boas interpretações, um argumento inteligente e um ritmo fluído, "Pride" surpreende pela forma leve como nos transmite as suas mensagens, ao mesmo tempo que nos apresenta a um peculiar e relevante episódio da nossa História recente.»
A obra foi realizada por Matthew Warchus a partir de um argumento de Stephen Beresford.
O seu elenco é composto por Bill Nighy, Imelda Staunton, Dominic West, Paddy Considine, Andrew Scott, George MacKay, Joseph Gilgun, Ben Schnetzer, entre outros.
Sinopse (Sapo): Estamos no verão de 1984 - Margaret Thatcher está no poder e a União Nacional de Mineiros (NUM) está em greve. Durante a marcha do Orgulho Gay, em Londres, um grupo de ativistas gay e lésbicas decide angariar dinheiro para apoiar as famílias dos mineiros em greve. Mas há um problema. O Sindicato parece não querer aceitar este apoio, o que não desencoraja os ativistas, que decidem ir diretamente aos mineiros. Eles escolhem uma aldeia mineira profunda no País de Gales e partem num mini autocarro para entregar a doação pessoalmente. E assim começa a extraordinária história de duas comunidades aparentemente opostas, que formam uma parceria surpreendente e, finalmente, triunfante.
Também do Reino Unido chega-nos o drama histórico "Belle", que foi reconhecido no Festival de Palm Springs e que parece ser uma obra a ter em atenção.
O filme foi realizado por Amma Asante, baseando-se num argumento da autoria de Misan Sagay.
"Belle" conta no elenco com Gugu Mbatha-Raw, Lasco Atkins, Susan Brown, Tom Coulston, Tom Felton, Tony Eccles, entre outros.
Sinopse (Sapo): Dido Elizabeth Belle é a filha do capitão britânico John Lindsay com uma escrava africana. Após a morte da mãe, Dido vai morar em Inglaterra com os seus tios, Lorde Mansfield e Lady Mansfield, para ser criada como uma dama da aristocracia na Inglaterra do século XVIII. Lutando contra os preconceitos sociais da sociedade inglesa e tendo como pano de fundo um caso de escravidão controverso, Belle é também a história de amor entre Dido e John Davinier, num mundo onde um dos homens mais poderosos da Inglaterra, precisamente o seu tio, Lorde Mansfield, está entre eles.
Vamos ter igualmente nas nossas salas "Cornos", que chegou a causar alguma sensação antes da sua estreia por ser protagonizado por um Daniel Radcliffe com chifres, mas que não tem convencido a crítica, nem grande parte do público, no estrangeiro.
O filme foi realizado por Alexandre Aja, e o seu argumento escrito por Keith Bunin.
"Horns" conta no elenco com Juno Temple ("The Three Musketeers"), Joe Anderson ("The Grey"), Kelli Garner ("The Lie"), Daniel Radcliffe ("Harry Potter"), Max Minghella ("The Darkest Hour"), James Remar ("Dexter"), entre outros.
A história centra-se em Ig Perrish (Radcliffe), um indivíduo que acorda com dois chifres na sua cabeça.
Os chifres estão de alguma maneira ligados ao assassinato da namorada de Perrish.
Para além destas obras vão ainda estrear o brasileiro "Rio, Eu Te Amo", que consiste num conjunto de curtas-metragens sobre a cidade do Rio de Janeiro, e o norte-americano "Alexandre e o Terrível, Horrível, Nada Bom, Péssimo Dia", protagonizado por Steve Carell e Jennifer Garner.
Fonte: Estreias da semana - 6 de Novembro de 2014»
A partir de amanhã, dia 5 de Novembro, vão estrear seis novos filmes nas salas de cinema portuguesas, alguns deles merecedores de maior destaque da nossa parte, outros nem por isso, e todos de diferentes géneros e nacionalidades.
Passarei a debitar brevemente sobre cada um deles.
O filme que maior destaque merece da nossa parte é claramente "Interstellar", a nova e muito aguardada obra de Christopher Nolan, que o Aníbal já viu, apreciou deveras, e escreveu-lhe uma crítica que termina da seguinte forma: «O filme conta ainda com algum humor que resulta geralmente da interacção de TARS, um robô com um sarcasmo muito próprio, com o protagonista, para além de não faltarem os momentos inspiradores (veja-se quando é citado o poema “Do Not Go Gentle Into That Good Night” de Dylan Thomas) e emocionantes. Vale ainda a pena realçar o cuidado na elaboração dos cenários, visível na casa da família do protagonista, com o quarto da filha a ter um papel primordial no enredo, bem como um bom trabalho de sonoplastia e uma cinematografia capaz de acompanhar o escopo grandioso que Nolan procura incutir no filme. No final, um nó prende-se na garganta. O choro quase que surge. A razão cede à emoção, a ciência perde para aquilo que é desconhecido e impossível de qualificar, enquanto "Interstellar" quebra as barreiras da lógica para nos exibir que não existem limites para o amor de um pai pelos seus filhos e vice-versa, tal como não parecem existir barreiras para a resiliência humana e capacidade de luta perante as adversidades e o impossível. O centro do enredo acaba por estar no elo de ligação entre um pai e os seus filhos, sobretudo a sua filha, com "Interstellar" a arrebatar-nos emocionalmente para o interior daquela que é uma das grandes estreias nas salas de cinema portuguesas em 2014.»
O filme, como se referiu, foi realizado por Christopher Nolan ("The Dark Knight Rises") a partir de um argmuento de Jonathan Nolan.
"Interstellar" conta no elenco com John Lithgow ("Dexter"), Ellen Burstyn ("Requiem for a Dream"), Mackenzie Foy ("The Twilight Saga: Breaking Dawn – Part 2"), Timothee Chalamet ("Homeland"), Casey Affleck ("Ain't Them Bodies Saints"), Bill Irwin ("Rachel Getting Married"), Jessica Chastain ("Zero Dark Thirty"), Anne Hathaway ("The Dark Knigh Rises"), Matthew McConaughey ("Mud"), Michael Caine ("Now You See Me"), Topher Grace (o eterno Eric Forman de "That 70's Show"), Wes Bentley ("The Hunger Games") e David Oyelowo ("The Butler"), David Gyasi ("Cloud Atlas"), entre outros.
O argumento de "Interstellar" é inspirado nas teorias de Kip S. Thorne, um físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia (CalTech), que é especialista na Teoria da Relatividade. O enredo do filme deve acompanhar um grupo de exploradores espaciais, que acaba por ir parar a outra dimensão, através de um wormhole no espaço.
Trailer
Outra estreia sobre a qual temos uma opinião positiva é "Orgulho", uma comédia com algum drama (ou vice-versa) proveniente da Grã-Bretanha. Eis parte da crítica que o Aníbal lhe escreveu: «Liberdades históricas à parte e um tom por vezes demasiado feel good, Matthew Warchus tem em "Pride" uma obra de que se pode orgulhar, devendo agradecer e muito ao argumentista Stephen Beresford. Muito do humor do filme resulta também dos contrastes entre os elementos homossexuais e os mineiros, com ambos a inicialmente chocarem e a gradualmente entenderem-se, ao mesmo tempo que vamos ficando perante pequenos elementos da cultura e sociedade deste período. Vale a pena realçar que este tom mais leve não impede o dramatismo e até alguns momentos mais tensos que vão desde as agressões a estes elementos por serem gays, passando pelos insultos e adjectivos como "pervertidos", para além das complicadas relações familiares que apresentam, e por vezes até entre si (veja-se a dificuldade de Steph em se integrar com as outras lésbicas). Marcado por boas interpretações, um argumento inteligente e um ritmo fluído, "Pride" surpreende pela forma leve como nos transmite as suas mensagens, ao mesmo tempo que nos apresenta a um peculiar e relevante episódio da nossa História recente.»
A obra foi realizada por Matthew Warchus a partir de um argumento de Stephen Beresford.
O seu elenco é composto por Bill Nighy, Imelda Staunton, Dominic West, Paddy Considine, Andrew Scott, George MacKay, Joseph Gilgun, Ben Schnetzer, entre outros.
Sinopse (Sapo): Estamos no verão de 1984 - Margaret Thatcher está no poder e a União Nacional de Mineiros (NUM) está em greve. Durante a marcha do Orgulho Gay, em Londres, um grupo de ativistas gay e lésbicas decide angariar dinheiro para apoiar as famílias dos mineiros em greve. Mas há um problema. O Sindicato parece não querer aceitar este apoio, o que não desencoraja os ativistas, que decidem ir diretamente aos mineiros. Eles escolhem uma aldeia mineira profunda no País de Gales e partem num mini autocarro para entregar a doação pessoalmente. E assim começa a extraordinária história de duas comunidades aparentemente opostas, que formam uma parceria surpreendente e, finalmente, triunfante.
Trailer
Também do Reino Unido chega-nos o drama histórico "Belle", que foi reconhecido no Festival de Palm Springs e que parece ser uma obra a ter em atenção.
O filme foi realizado por Amma Asante, baseando-se num argumento da autoria de Misan Sagay.
"Belle" conta no elenco com Gugu Mbatha-Raw, Lasco Atkins, Susan Brown, Tom Coulston, Tom Felton, Tony Eccles, entre outros.
Sinopse (Sapo): Dido Elizabeth Belle é a filha do capitão britânico John Lindsay com uma escrava africana. Após a morte da mãe, Dido vai morar em Inglaterra com os seus tios, Lorde Mansfield e Lady Mansfield, para ser criada como uma dama da aristocracia na Inglaterra do século XVIII. Lutando contra os preconceitos sociais da sociedade inglesa e tendo como pano de fundo um caso de escravidão controverso, Belle é também a história de amor entre Dido e John Davinier, num mundo onde um dos homens mais poderosos da Inglaterra, precisamente o seu tio, Lorde Mansfield, está entre eles.
Trailer
Vamos ter igualmente nas nossas salas "Cornos", que chegou a causar alguma sensação antes da sua estreia por ser protagonizado por um Daniel Radcliffe com chifres, mas que não tem convencido a crítica, nem grande parte do público, no estrangeiro.
O filme foi realizado por Alexandre Aja, e o seu argumento escrito por Keith Bunin.
"Horns" conta no elenco com Juno Temple ("The Three Musketeers"), Joe Anderson ("The Grey"), Kelli Garner ("The Lie"), Daniel Radcliffe ("Harry Potter"), Max Minghella ("The Darkest Hour"), James Remar ("Dexter"), entre outros.
A história centra-se em Ig Perrish (Radcliffe), um indivíduo que acorda com dois chifres na sua cabeça.
Os chifres estão de alguma maneira ligados ao assassinato da namorada de Perrish.
Trailer
Para além destas obras vão ainda estrear o brasileiro "Rio, Eu Te Amo", que consiste num conjunto de curtas-metragens sobre a cidade do Rio de Janeiro, e o norte-americano "Alexandre e o Terrível, Horrível, Nada Bom, Péssimo Dia", protagonizado por Steve Carell e Jennifer Garner.
Fonte: Estreias da semana - 6 de Novembro de 2014»

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